quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Tás bem, tás vivo ou tás normal?
















Tás bem, tás vivo ou tás normal? Tou com uma granda broa!...vai!....vem cá, vamos começar…. Quem era o gajo? O gajo vem de Almada. Mas é um puto fixe. Pá, o gajo tinha um Lancia, ó…!

Falta ser um homem…mesmo. Tá tudo na rua! Agora, o gajo chegou, o gajo q andava a conduzir era assim: não quero cavalo, não quero cerveja, não quero nada, quero é mulheres boas e coca. Eu já trato de ti! O outro já tava assim: Já te estás a meter outra vez na merda. Não, eu tou calmo. Eu tava a dormir.

O homem mais velho do que eu um ano, hã? E conheço, sim! Então, vou andar assim à noite, hã?... não é qualquer paneleiro que anda comigo à noite. Ó, prova aí ó maluco! O gajo viu tanta droga, o chavalo passou-se. Assim…gramas!! Arrebenta o saco… É na mesa! Vá! Fecha a porta, fecha a grade. Agora, mata-te aí! Era eu assim: ui, eu não quero nada disso! Eu queria era beber uma cerveja… a cerveja acalma um gajo, ó! Não acreditas? Um gajo bebe cerveja, aterra! Olha…. Tá bem tá, ele olhou pra mim: Vá, puto… Fanã, podes mamar!.. - Mamar? Deixa-o mamar!


Acreditas que aquele homem escolheu o pior? Agora, o homem leva-me para uma zona que eu já não entrava lá há 30 anos. Um 1.º andar… eu entrei num 3.º andar de caçadeira, meu. Saquei 800 euros, ó…! 800 contos, há 30 anos! Tinha um TS à porta, mandei o gajo da bomba atestar, paga o patrão…e fui despedido! Iih! há 30 anos que eu não entrava ali, meu! Agora, espera aí, não tás a ver o filme! entrei, o homem pega na nota: quéisto, notas de 5 euros? Eu, para snifar coca quero é notas de 50...ó! Ou morro ou fico maluco! Tu acreditas que quando eu cheguei à varanda…foda-se, tou no primeiro andar! e já lá vai esta merda no terceiro andar. Então, há 30 anos que eu não entrava naquele prédio! Olha, ó…aquilo é um clube. Tudo putos pequeninos a girar moeda e eles a apertarem com as crianças, meu! Tou t’a dizer.


Tinha uma imperial a meio… já tinha mais 3 à frente pra beber! Há 30 anos que não ia ali! O Alberto era assim pra mim: Foda-se, a mim ninguém me paga nada! Dá aí uma imperial!... Não tocas na minha cerveja, hã! Sei que tinha 3 imperiais e uma meia pra beber às tantas da noite. E depois… - como é que é, ó Nando, tá tudo bem? Ah, tou mais ou menos. Sabes onde é que eu me ri? Eram 5 e 20 da manhã. Dois homens só, os outros ficam em casa. Tás a brincar, ó? Não tás a ver… Então, roubei os tabuleiros pra me sentar ao balcão.

Era assim o gajo do balcão: pá, ó Nando, assim não vale. - Não vale o quê?... Tinha tudo à minha frente… Não tinha nada, hã? Os tabuleiros!… Ah, espera aí, desculpa... agora, um puto com um ganda blusão daaa….da…Puma! que anda aí, com uma 7 e meio…otário, mesmo! Era ele assim: Eu conheço você dadonde? Da cona da minha mãe não é, que a minha mãe já morreu! Conheces-me dadonde, pá…? Já tiveste em cana comigo? Nunca! Uma imperial para o homem! Às 5 e 20 da manhã saí dali, do maluco do preto… E depois é assim: entrámos ali, 2 homens…fecha o carro, tranca o carro, aumenta o ar.

A porta tá aberta, vamos entrar... Com as moedas na mão, o Alberto a olhar para mim. Vamos
jogar a moeda, pagas tu ou pago eu? - Tás a brincar, não tenho dinheiro… Vamos lá a casa e…? Entrei...então? Levo com a Cátia…a Cátia tá com o Careca. Na boca ali, tipo puta memo. Então cagou pó homem, amor da minha vida! ai que já venho! Em duas horas, a mulher fodeu ali 1 maço de tabaco, ó...! Malbóro. Duas horas. Mete aí o tabaco, ó...pós homens fumarem! Ela não dava um cigarrinho a ninguém. Aquela mulher não dava um cigarro a ninguém…o pai dela é dono de uma praça de táxis. Tem muitos homens a trabalhar pra ele.


Agora é assim: - Amor da minha vida o caraças! Ina o Careca, é um homem que anda muito com o Quim, hã? Terra da Música! O dono mesmo! Agora o Quim….pá, foi um puto que andou comigo na escola. Só que o Quim faz 3 de mim, pá! eu sou magrinho. O dono da Terra da Música convidou-me para a inauguração….inda não lá entrei! Agora a Cátia é assim: vamos para a Terra da Música, vamos lá beber um copo, eu pago! Eu não quero o dinheiro dela, nem quero o dinheiro do pai dela, nem quero saber dos homens que andam com ela. Agora, ela passou-se, óó…! Fazerem ginástica no snooker, a verem quem é que tinha mais força… sentei-me ao colo da Cátia. (grunhidos) Duas horas, um maço de tabaco. Esta noite…tu não tas a ver o filme, era a Cátia assim: - porta-te bem, pára! E eles estavam ao balcão a dar nela.


Agora, o filho do Vitorino, o pequenino, o careca , disse assim: - A última vez que foste a minha música, roubaste-me 10 CDs! Quando é que eu vejo a minha música? Ina ó puto, desculpa! Não é! Desculpa não se pede, óó, evitem-se! Quando é que eu vejo a minha música? Logo à noite... É hoje, à noite. Disse-lhe a ele: - Podes trazer a tua namorada, senão eu sei onde é que tu moras! Eu vou-te buscar à cama, ó! Em minha casa ninguém entra, não…? Um dia destes tas tu a meter a chave à porta e tou eu na televisão sentado no sofá! Eu conheço a tua mãe... Pai, passou-se, ó! Então, não conheço a mãe e o puto, ó? E a mulher tem 47 anos, óó!


Eu dissle a ele ontem: - Tou a ver televisão!! O gajo diz que eu…: - Ó Nando, não faças isso!! – Não?? Não tragas a minha música! Olha, foi os CDs todos que tu me destes! Então?! Só que a gaja meteu na mala e eu não vi. Epá!! Em minha casa só há uma sala, amigo…Não é qualquer homem que entra em minha casa, pá! Então, ó! meto o gajo em minha casa, pá, meto a mulher, foge, desaparece-me a música! Não é só música, são só 10, eu dissle a ele. E ontem à noite andei no bairro dele, hã? Agora é assim: - Ó Nando, o que é que andas aqui a fazer? Eu ando-me a portar bem… Agora, eu gosto de saber, óó…. Gosto de saber o que ando a fazer, óóó… Eu gosto de entrar em todo o lado com a cabeça no ar. Não gosto que ninguém me aponte. Há dinheiro, há dinheiro…! Não há dinheiro, a gente pede, não rouba. Isso é de homem. Issé d’ homem! Eu não preciso roubar, eu peço! Mas tenho é que cumprir, hã! Se um homem não cumpre, também não presta……

Aah, este ri-se! Parecias um otário! À espera que o verde abrisse…iiiiiiii! e em andamento eu queria abrir a porta pra ir bater-te ó vidro. O puto é de Chelas, do meu bairro.

(esta história foi transcrita literalmente da narrativa do próprio Fanã...)

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